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Uma publicação da SAEP Sociedade de Análise Existencial e Psicomaiêutica | |
| EDIÇÃO ESPECIAL | Caderno de Educação | |
02 de maio
| Apresentação |
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Editorial |
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Lembro-me de uma música dos anos setenta que, numa visão metafórica, unia amor e caderno, ao afirmar: eu queria ser o seu caderninho, para poder ficar juntinho de você. Qual de nós não tem o seu caderninho, seja no mundo do trabalho ou no mundo do amor? O fato é que o caderno pode nos levar aos mais diferentes caminhos, desde que esteja juntinho de nós. E somos nós, educadores românticos, sensíveis com relação a tudo que acontece na educação - uma autêntica prova de amor, que abrimos nossas mentes e corações, para recebermos de braços abertos as linhas traçadas por todos aqueles que como nós, ainda acreditam na educação como formadora de homens e mundos. Um caderno não tem a prepotência de conter verdades últimas, dogmas ou niilismo. O que ele aspira é reunir informações e conhecimentos que ainda em construção, desejam passar de um carinhoso manuscrito, escrito muitas vezes como desabafo, a uma mensagem que possa interessar, despertar ou mesmo questionar as nossas próprias verdades. Quantos manuscritos hoje, quase sempre digitados nos nossos arquivos de computadores, estão à espera de um espaço-tempo, para serem socializados, exibindo nossos pequeninos conhecimentos neste mundo abarrotado de saber. Manuscritos que são frutos de várias leituras, que adentram diferentes paradigmas na tentativa de quebrá-los, e até mesmo de conviver sadiamente com cada um deles. Porque os paradigmas representam o nosso olhar, a maneira como concebemos as coisas, a defesa de nossos pontos de vistas apoiados nos conhecimentos que construímos, descontruímos e acabamos por reconstruí-los, sabendo que, num átimo de segundo, poderão estar ultrapassados. O espaço melhor para todo esse vulcão que solta suas lavas dentro de nós, pode ser sem pudor ou pruridos um Caderno. Caderno sem margens, sem encadernação, sem imagens na capa, mas que desnuda, para o mundo virtual, um pouco da nossa sabedoria tão desprezada e esquecida. O Caderno Educação une o que é inseparável: o que se sabe, ou o que se pensa saber da / e sobre a Educação, no seu primeiro objeto de uso em qualquer escola do mundo - o caderno. Não há Educação sem caderno, como não há Caderno que não seja um rizoma, caule subterrâneo que produz ramos aéreos com aspecto de raízes, que não traga, na sua essência, a vontade, o interesse e a preocupação de alastrar-se pelos subterrâneos do ideal de educação. Portanto, caro amigo faça um passeio pelo nosso Caderno. Retire o que considerar importante. Lembre-se que é um caderno que aspira à democratização do acesso à informação, como um banco de dados gratuito, que rejeita a linearidade, que pode servir como um acesso universal pelo fluxo de informação, unindo escritor e leitor, um perfeito rizoma onde o leitor traça o seu caminho na riqueza de informações aqui expostas, construindo teias de informações que darão novos significados aos conhecimentos de cada um de nós. Usamos aqui a idéia de rizoma cunhada por Guatarri, no sentido de não separar a árvore do rizoma, mas de estruturas de árvores ou de raízes que podem recomeçar a brotar em rizoma. Essa é a proposta deste Caderno: num rizoma de onde brotam esperanças, sonhos, criatividade, sensibilidade, corporeidade, imaginação, imaginário, utopias e ideologias atrelados à educação. Passeie por ele, sinta-se à vontade, ele estará sempre sendo construído na tentativa de ajuda-lo a enveredar pelos caminhos arborizados da educação. Desejando, junte-se a nós há espaço para suas idéias que sob a forma de texto, representarão os rizomas nascidos desta linda e frondosa árvore que é o Caderno Educação. Uma vez que a árvore simboliza a vida e como afirmava Dewey: Educação é vida. Deixamos, em anexo, as normas necessárias para que você possa passar de leitor a autor, nessa viagem em que o caderninho estará sempre juntinho de você. NORMAS PARA PUBLICAÇÃO 1. Os artigos devem-se enquadrar nas disposições
da ABNT (NBR 14724; NBR 6023; NBR 10520), ter até 02 laudas,
digitadas em fonte Times New Roman, corpo 12, espaço simples.
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