A psicologia Desportiva
vem tomando um grande espaço em todo o mundo,
pois sua necessidade já se fez presente em todos
os meios esportivos.
Cada atleta deve ser avaliado em seu desempenho,
habilidade, interesse, aptidão e capacidade para
desenvolver bem suas funções, bem como,
estabelecer relações saudáveis e produtivas.A psicologia no Esporte
vem ser um pré-requisito para um melhor
desempenho do atleta, pois engloba este como um
ser integral, auxiliando-o na resolução dos
aspectos negativos que são inerentes ao percurso
de sua vida esportiva. Percurso este, que é
formado de uma rotina desgastante de treinos e
competições, onde sua ausência constante fere
o contato com a sua família, onde está
superexposto na mídia e proibido de reconhecer
que tem suas fragilidades, dúvidas...
E quando falamos de
jovens atletas? Pequenos astros prodígios que
são cobrados como adulto!!! O ideal é a
psicologia Desportiva começar atuando na
formação desses atletas, pois sabemos que a
prática precoce do esporte competitivo pode
levar essas crianças e jovens ao estresse, ao
invés de ser gratificante e beneficiar o seu
amadurecimento emocional, poderá passar de um
prazer para um acontecimento traumático.
A pressão que surge com
a cobrança de pais, familiares, amigos e
técnicos pode influenciar negativamente no
desenvolvimento da auto-estima dessas crianças e
adolescentes, que se auto-avaliam de acordo com o
olhar de aprovação e reprovação das pessoas
que consideram.
Essa relação
pais-atleta-técnico deve ser saudável,
proporcionando um ambiente promissor para o jovem
atleta. Tanto os pais quanto os técnicos devem
fazer uma avaliação baseados em critérios
dentro da realidade atual desse atleta, da equipe
a que pertence e do nível da competição.
Sucesso não é só
vencer ou ter filho como titular, sucesso
eqüivale a esforço, a busca pela superação,
ao interesse e a atuação inteligente do atleta
dentro da competição.
Competir é saudável
quando em acordo com a realidade: estimula o
companheirismo, o autoconhecimento, a
autoconfiançva... influenciando positivamente na
construção da personalidade da criança.
Lembre-se: a opção pelo
esporte que deseja praticar deve ser da criança.
O papel dos pais é o de apoiá-las na sua
escolha e avaliar sempre se os profissionais
estão qualificados para auxiliá-las nesse
caminho a ser percorrido.
E tomem cuidado, pois
existem aqueles que querem transformas nossas
crianças e adolescentes em "galinhas dos
ovos de ouro", atribuindo-lhes
responsabilidades, cobranças e esforços
físicos que a sua constituição psíquica e
fisiológica ainda não estão preparadas para
assumir.
Elizabeth S. Moraes
Psicóloga do Clube de Regatas Vasco da Gama
Fonte: Revista Movimento - número 4
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