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EDIÇÃO ESPECIAL Página atualizada em 15 de novembro de 2000

 

Caderno de Psicologia Desportiva

 

Entrevista com o psicólogo Paulo Ribeiro do Clube de Regatas do Flamengo
 
Est. de Psicologia Renata da Veiga Magina


1) Há quanto tempo você trabalha com Psicologia Desportiva? O que mudou nesse período?
Olha, estou na área há 14 anos e, muita coisa se modificou neste espaço de tempo. Com certeza saímos do ostracismo muito em virtude desse nosso trabalho também, pois tivemos a sorte de caminhar pelo esporte mais popular do mundo e que tem sempre espaço na mídia de um modo geral.

2) Como os atletas e a comissão técnica reagem ao trabalho do psicólogo?
Hoje posso falar do Flamengo e com toda certeza eles reagem muito bem. O respeito e a funcionalidade do serviço já está mais do que provada. Hoje somos parte integrante da comissão técnica tal como médico, preparador fisico, etc...

3) Na sua opinião, qual a maior dificuldade que um psicólogo desportivo enfrenta?
A falta de estudo mesmo por parte de alguns colegas. Não somente por culpa deles, mas também em aprte por culpa das próprias Instituições que ainda estão bem tímidas na produção científica de Psicologia e Esporte.

4) O trabalho no Flamengo se restringe ao futebol?
Até então sim somente ao Futebol, mas estou com um projeto para o próximo ano de levar a Psicologia a todas as outras modalidades desportivas do clube. Hoje temos também um início de trabalho no atletismo, esqueci de falar.

5) Qual a importância da fundação do Colégio Brasileiro de Psicologia Desportiva, no primeiro semestre de 2000?
Ele, com toda certeza, é o marco inicial da inserção do Rio de Janeiro na produção científica em Psicologia do Esporte. Também a possibilidade de se ter uma Instituição que reuna profissionais, até então trabalhando sozinhos e sem ajuda de outros colegas, no Rio e no Brasil de um modo geral.

6) Qual a influência da imprensa no trabalho do psicólogo?
Positiva quando é para divulgar o Psicologia enquanto Ciência do Esporte e muito negativa quando é pra falar sobre as questões pessoais de determinados atletas.

7) Você está otimista com o desenvolvimento desse trabalho no Brasil? Ou fatos como o trabalho "desenvolvido" pelo psiquiátra com os atletas olímpicos são desanimadores?
Esse tipo de fato em nada abala o brilhantismo de nosso trabalho Renata, muito pelo contrário, vem sempre ratificar a importancia da Psicologia e não de pessoas que inventam histórias sem nenhum respaldo na comunidade científica.

Renata da Veiga Magina
Estudante de Psicologia do IBMR/RJ
Editora Responsável do Caderno de Psicologia Desportiva do Jornal Existencial On Line


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