Fisioterapeuta Paula Godoy
Um novo amigo me fez
refletir sobre as idéias do corpo. Corpo este, no seu sentido mais
amplo, dentro do que sei poderíamos chamá-lo de "o corpo filosófico".
O que pode ser a vida terrena se dela não tivéssemos o corpo? Quando
falo sobre corpo tento expressar o máximo que entendo, compreendo,
pratico, exercito, em fim, tudo que possa um corpo representar.
O corpo que eu conheço fala, pensa, sente, chora, grita, ri, enfim...vive,
porém, de nada valeria esse corpo se o mesmo não fizesse um gesto
tão rico e precioso que é conhecido por nós a partir do momento em
que nascemos. O gesto de que falo é a respiração. Não sei se fui clara
usando o termo: rico e precioso gesto, porém é assim que vejo a respiração,
pois é ela quem podemos chamar de "nossa companheira até que
a morte nos separe".
A respiração marca o início e fim de uma trajetória que chamamos de
vida humana terrestre. Não sei como isso se dá nos outros seres vivos
porém, a respiração humana, poderia ser encarada como um fantástico
fenômeno biomecânicoelétricofísicoquímico. Só pelo nome já temos a
noção, e acho que podemos compreender o quão complexa ela é.
A respiração é sinônimo de vida, daí podemos refletir como andam nossas
vidas numa cidade grande e entender a grande necessidade humana de
um lugar tranqüilo ao fim do dia ou ao menos no fim de semana para
"recarregar as energias".
Fisioterapeuta Paula Godoy
Coordenadora do Caderno de Fisioterapia
do Jornal Existencial On Line
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