| ARTIGO |
| O que a vida pode lhe oferecer? | |
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Psicóloga Paula Paredes
Em alguns momentos, nos encontramos esperando a vida, como se num belo dia fôssemos receber um pacote todo enfeitado e ao abrí-lo, de dentro dele saísse tudo aquilo que nos satisfaz. E, assim, realizaríamos todos os nossos desejos. Que ironia! Não é a vida, neste instante, que nos prega uma peça, mas somos nós, nesses momentos, que pregamos uma peça na vida. Pessoas reclamando da vida? Quem já se viu assim? Eu já me vi e, em alguns momentos, ainda me vejo fazendo isso, como se houvesse um destino determinado à minha existência. Mas sei que não é por aí. E você, já se deu conta disso? Muitos ao esperarem da vida deixam de se escolher, de agir em direção a uma construção que lhe é única. Deixam de viver, porque viver implica em correr riscos e sair da inércia. Já aconteceu comigo, um daqueles dias, que me preparo para fazer algo muito especial e, de repente, vem alguém para puxar literalmente o meu tapete. Que raiva! Tudo o que planejei indo por água abaixo! É como se tudo estivesse errado e não fizesse parte do meu projeto. Eu ainda sentia a necessidade da confirmação do outro e não confiava ou não queria confiar no que eu acreditava de fato. Porque acreditar de fato me faria ir em frente e correr riscos. Então, o que fazer? Entre tantas possibilidades, preciso ir em frente, acreditar que eu posso. Sabendo
que o outro tem uma opinião diferente da minha, a qual eu não vou
e não preciso mudar. Devo continuar buscando apoio em mim mesma
e naqueles que querem de fato estar comigo. É preciso arriscar e
me permitir aprender. É como o samba do Gonzaguinha, que diz: Você
conhece alguém que na hora de decidir diz: "para mim tanto
faz, tudo bem, você é quem sabe". O que você acha dessas pessoas?
Talvez, sejam pessoas que não estejam se escolhendo de fato, que
estejam deixando alguém escolher no seu lugar. É como se a vida
estivesse passando por elas; elas não estão enxergando a vida e
precisam de ajuda para não caírem no marasmo. Você se recorda de
ter feito isso? É preciso descobrir que a vida é para ser vivida
a cada instante, como se fosse o último dia. Que viver é encarar
de frente, é ir ao encontro, e ter disposição. Saber que ninguém
pode viver por nós, que a minha vida é única e minha e que eu sou
responsável por ela. Quando deixo os outros decidirem por mim é
uma decisão em direção ao outro e não em direção a mim. Querer,
ter condições e ter permissão para viver Kierkegaard
conta uma história de um capitão de navio a quem cabe decidir quando
seu navio tem que mudar de rumo. O barco segue à frente o tempo
todo. O capitão dispõe apenas de alguns momentos para tomar uma
decisão: "Se ele se esquecer de levar em conta o seguimento,
chegará fatalmente o instante em que deixa de ser uma questão de
ou um ou outro, não porque ele efetivamente tenha escolhido, mas
porque negligenciou escolher, o que equivale a dizer, porque outros
escolheram por ele, porque ele se perdeu." E
o que é preciso para mudar isso? É preciso que você faça escolhas
profundas, tenha um projeto de vida, crie condições para ultrapassar
todos os obstáculos que se apresentem, e, que se permita experimentar,
com o sentimento e não com a razão, toda e qualquer experiência
que constitui o fruto da vida. Vida que é construída, que é sentida
e esperada. Vida que é, enquanto me permito ser. Conheça os Psicoterapeutas Existenciais na Internet Para incluir seu nome clique aqui Psicólogo, inscreva-se no Curso à Distância: Curso de Introdução ao Existencialismo via Internet ou Correio |
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