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| Psicóloga Nina Eiras
Dias de Oliveira |
Herdamos da Idade Média uma atitude dúbia em relação à morte. Ela pode ser ao mesmo tempo, momento de "libertação" da alma imortal e espectro implacável que desperta repulsa e terror.
A morte nos apresenta que somos finitos, que nosso viver tem um cessar; a interrupção de projetos; a ausência do outro; o desconhecido.
Em termos de cultura ocidental, normalmente, temos dificuldade de lidar com tudo isto. Quando a criança pergunta ao adulto quando ele ou ela morrerão, normalmente, encontra um adulto que com dificuldade despista, ignora, nega o assunto.
A verdade é um pilar importante na construção da segurança da criança.
A verdade que vai sendo apresentada gradativamente, respeitando as necessidades, curiosidades, maturidade, capacidade de elaboração da criança e, portanto, não distorcendo ou enganando. Falar de morte é inevitável.
De um jeito ou de outro, a criança vivenciará situações de morte seja com um animal, planta, alimento ou pessoa. É bom que se use o termo morte com ela, sua finitude, descrição do que ocorre sempre respeitando, acolhendo e considerando a criança.
As crenças religiosas devem ser sempre apontadas enquanto crenças nunca como verdades absolutas. Um pai ou uma mãe que esclareça ao filho suas crenças enquanto tal e que existem outras formas de pensar que outras pessoas acreditam em outras coisas sem um cunho de certo ou errado, ajuda esta criança a não sentir-se enganada, a lidar com as diferenças e buscar um caminho que melhor lhe convir.
A psicoterapia fenomenológica existencial procura construir
uma relação de ajuda na elaboração dos conflitos, dúvidas, questionamentos,
choque, não aceitação, culpa, perda de apetite, medo do morto, da
morte, aceitação da finitude, diversidade de emoções (raiva, saudade,
tristeza, desânimo, apatia, alívio, etc), construção do mundo sem
a morte ajuda a nos lembrar que nossa existência não pode ser adiada.
Psicóloga Nina
Eiras Dias de Oliveira Psicoterapeuta Infantil
Especialista em Psicologia Clínica
pelo Conselho Regional de Psicologia do RJ
Membro do GPFE - Grupo Petropolitano
de Psicologia Fenomenológica Existencial
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Diálogo Maiêutico e Psicoterapia Existencial
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