| Marcelo
Corrêa Paes |
| 06
de dezembro de 2000 |
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O
sucesso pertence ao homem real.
Por todos os cantos da Terra há uma inquietação. No âmbito das empresas:
a flutuação dos mercados, as privatizações em larga escala, a carência
de talentos, a busca de resultados, são alguns sinais desta inquietação.
No âmbito individual: a dissolução de famílias, o stress, a sensação
de insucesso, mesmo em meio às conquistas materiais, também são
sinais desta inquietação.
A
acolhida que teve a sistematização da Inteligência Emocional, é
uma demonstração de que há algo de inquieto no núcleo do homem,
que o impede de ter sucesso, e de produzir os melhores resultados.
De
onde vem esta tal inquietação?
O que desafia o sucesso do homem?
Tornar-se real, autêntico.
Portanto, chegou a "hora da realidade": o momento do encontro
do homem com o real.
Os
humanistas e existencialistas há mais de um século e meio tentam
nos conduzir pela senda desta realização. Eles têm nos alertado
que o homem se realiza quando encontra sentido para a própria vida.
Só se alivia desta inquietação quando sente que pode vir a se realizar,
que pode se autodeterminar. Ser homem real é ser quem busca livremente
o sentido em tudo o que realiza, e que se realiza à medida que encontra
sentido. Sucesso é um prêmio ao homem que cria valor, ao mesmo tempo
que responde autenticamente e com autodeterminação PARA QUE existe.
Então,
não estariam certos:
- Sören
Kierkegaard, colocando-nos de frente com nosso próprio desespero,
ao encontro com a busca do nosso destino espiritual, destino existencial?
- Martin
Heidegger, estimulando-nos na busca do ser autêntico, na busca
dos valores legitimados por nossa escolha?
- Viktor
Frankl mostrando-nos que encontraremos nossa razão de existir
na liberdade do espírito que é responsável, no espírito que realiza
valores em cada ação?
O sucesso pertence ao homem real:
- Um
homem consciente dos seus limites, e indulgente com os limites
do outro: assim combate-se à intolerância, mas o debate não se
extingue.
- Um
homem ambicioso por ultrapassar os seus limites, e ambicioso por
ultrapassá-los na liberdade que liberta a todo o homem: assim
combate-se à ganância, mas mantém-se o desenvolvimento.
- Um
homem que autodetermina o seu padrão de sucesso, fundamentando-se
em contribuir para o sucesso de todo o homem: assim combate-se
à beligerância, mas mantém-se a competição sadia.
Há sucesso quando todo instante é a "hora da realidade",
momento de encontrar o sentido no que faz, de encontrar a resposta
PARA QUE existe.
Engenheiro
Químico Marcelo Corrêa Paes
Especializado em Administração de Empresas
Chefe de Departamento de Propaganda
Consultor de Gestão pela Qualidade Total
cpmarcelo@uol.com.br
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