| EDIÇÃO ESPECIAL | Caderno de Temas Existencias | |
| ARTIGO |
| Heidegger en Passant | |
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Leonardo Pinto de Almeida Heidegger,
filósofo alemão (1889-1976) construiu sua doutrina sobre o problema
por excelência da filosofia, o problema do Ser. Distinguindo o ser
do ente, edificou aquilo que seria o alicerce de sua ontologia. O
fenômeno para ele, "é a condição de desvelamento do ser e o
método fenomenológico, o caminho apropriado para atingir o ser a
partir do ente." (1) Olhando por essa ótica nada mais justo
do que tomar como ponto de partida o único ente que pode pensar
sobre o ser do ente, o homem. Por isso, o homem é Dasein (Ser-aí),
o ente aberto ao ser. Advertindo sobre a natureza do Dasein, Heidegger diz que este, "de nenhum modo é um ente já fixo tal como o sentido comum se representa o ser da pedra ou de uma mesa. Ele se caracteriza por uma relação permanente de instabilidade que mantém em si mesmo. Nunca o ser da existência do homem é coisa acabada; resultado adquirido, sucesso já realizado (salvo quando deixa de ser). O Dasein é um existente cujo ser está sempre posto em jogo. Fundamentalmente ele é um poder-ser. Ele é sempre mais do que é e sua condição de ser-mais depende dele. Ele possui necessariamente a liberdade (...) de superar-se. Esta liberdade necessária não é uma propriedade do Dasein, mas do ser mesmo de sua existência, que Heidegger define como sua transcendência. "(3) esta liberdade constituinte do Ser do Dasein é o que faz dele autodeterminação. Outro ponto relevante da filosofia heideggeriana é a oposição entre a existência inautêntica e a existência autêntica do homem. A primeira se refere à vida cotidiana possuidora de três aspectos: a facticidade, a existencialidade ou a transcendência, e a ruína. "A facticidade consistiria no fato de o homem estar jogado no mundo, sem que sua vontade tenha participado disso. "(o mundo é, aqui, o "conjunto de condições geográficas, históricas, sociais e econômicas, em que cada pessoa está imersa.") (4) A existencialidade ou transcendência se refere a existência interior e pessoal, levando em conta que o homem é "um ser que se projeta para fora de si mesmo, mas jamais pode sair das fronteiras do mundo em que se encontra submerso. (5) A ruína "significa o desvio de cada indivíduo de seu projeto essencial, em favor das preocupações cotidianas, que o distraem e perturbam, confundindo-o com a massa coletiva. O eu individual seria sacrificado ao persistente e opressivo eles."(6) Esta
é uma existência inautêntica, porque o homem nessa situação nega
a si próprio em detrimento dos outros, mergulhando-se no profundo
anonimato do ser social. Depois
dessa pequena exposição, pode-se entender melhor a sua crítica ao
essencialismo da metafísica: "Dentro do esquema metafísico,
o próprio homem é pensado como substância, essência ou natureza.
Isto equivale, no fundo, a objetivar o homem, a considerá-lo como
coisa entre coisas, já que não se leva em conta que o ser humano
é capaz de significar o seu próprio ser." (9) Conheça os Psicoterapeutas Existenciais na Internet Para incluir seu nome clique aqui Psicólogo, inscreva-se no Curso à Distância: Curso de Introdução ao Existencialismo via Internet ou Correio |
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