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A presença dos
veículos de massa nas sociedades modernas está
provocando impactos quer com relação aos modos de ver e
se sentir dos grupos humanos quer influenciando as mais
variadas práticas sociais. Um dos espaços onde a
questão dos veículos de comunicação e das novas
tecnologias tem se colocado é na escola.
Muitas das dificuldades operacionais, metodológicas,
pedagógicas, de relação ensino/aprendizagem vividas
pela escola são apontadas por especialista em educação
como decorrentes de um desajuste nos modelos que regem
certos padrões discursivos tradicionalmente vinculados a
sala de aula e calcados na centralidade da palavra do
professor. Costumam-se opor este tipo de prática
pedagógica as formas de os alunos operarem a
informação e o conhecimento decorrentes da rapidez, da
simultaneidade e da forte presença da linguagem
icônica. Pesquisas recentes tem mostrado, no entanto,
que existe grande dificuldade para o estabelecimento de
um possível diálogo entre o discurso institucional
escolar e as formas de linguagem institucionalmente
não-escolares, dentre as quais podemos incluir,
genericamente, os meios massivos de comunicação.
Tais constatações possuem desdobramentos problemáticos
- vejam-se, por exemplo, os casos de "narcisismo
tecnológico" de algumas escolas ansiosas por
acertarem o passo com a modernidade e que resolvem
transformar seus espaços em bazares chineses estocados
com vídeos, equipamentos de informática, pluglados on
line com o mundo e etc. Esta observação não deve
inibir contudo a discussão acerca das interfaces
comunicação-educação, visto residir no aprofundamento
deste diálogo uma das possibilidades de a escola
ajustar-se há um tempo cujas transformações
requisitam, igualmente, um novo tipo de relacionamento
com os alunos.
Refletindo sobre tais necessidades, a proposta de
trabalhar através da gestão de processos
comunicacionais, servirá como uma ferramenta para
preencher algumas lacunas do pluralismo cultural e das
relações intersubjetivas e éticas do ser. O intento de
despertar um espírito dialético na construção do ser,
será para coligar áreas com o setor educacional e
canalizar interesses de outros setores para moverem-se
como agentes de mudanças ao utilizarem-se do tripé da
Comunicação/Cultura/Artes em prol do enriquecimento das
técnicas pedagógicas em nossa educação.
Antes de o Brasil adquirir sucesso, ele deve conquistar o
sucesso e a vitória da educação.
"Não há educação revolucionária sem forma
revolucionária"
Donizeti A. de Paula
Executivo de Marketing
Gestor do Conhecimento
Editor do Caderno de Inteligência Competitiva do Jornal
Existencial
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