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EDIÇÃO ESPECIAL Caderno de Cidadania e Mediação Social

 

Resenha

 

COMPETÊNCIA E SENSIBILIDADE SOLIDÁRIA

 

RESENHA CRÍTICA


Resenha Crítica , da Obra de Hugo Assmann e Jung Mo Sung. Competência e Sensibilidade Solidária - Educar para a esperança, como requisito parcial, do processo de avaliação solicitado pelos Professores Doutores: Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro e Fernando Antônio Leite de Oliveira, docentes - orientadores, vinculados à área de Concentração - Componentes psicoeducacionais na prevenção e solução de conflitos -Programa de Pós-Graduação Strito-sensu em Direito - da Fundação Educacional de Ituiutaba - Campus da Universidade do Estado de Minas Gerais.

Resenhista: Dr. Manoel Tibúrcio Nogueira

ITUIUTABA - MG
2002

1. OBRA
1.1. Autores: Hugo Assmann e Jung Mo Sung.
1.2. Título: Competência e Sensibilidade Solidária.
1.2.1. Educar para a esperança.
1.3. Publicada em Petrópolis - Editora Vozes.
1.4. Publicado (2a edição) em 2001.

2. CREDENCIAIS DOS AUTORES
2.1. Autores: Hugo Assmann e Jung Mo Sung.
2.2. Brasileiro (o primeiro) e Coreano de nascimento e brasileiro naturalizado (o segundo).
2.3. Pós-Doutores.
2.4. Professor e Pesquisador da UNIMEP (o primeiro) e Pesquisador do IFAN-USF.

3. CONCLUSÕES DOS AUTORES
3.1. Principais conclusões:

Texto magnífico, produzido a quatro mãos, muita sabedoria e extraordinário talento, formula notáveis propostas. A da inteligência social, por exemplo, indicada apenas como IS, cujo conceito, segundo os autores, "aponta para a necessidade de uma re-aprendizagem da convivialidade e socialidade humana por toda a vida. Tomado nessa amplitude, o conceito de IS se torna dinamicamente mais amplo que o de consciência política, opção ideológica, motivação psicossocial e similares". Os autores confessam que não têm conclusões, mas horizontes. E os horizontes estão no corpo inteiro da obra. Difícil destacar um, ou alguns, em especial.

Essencialíssima é a menção feita a Gandhi, sobre saber viver e conviver. Seu neto Arun Gandhi conta: "Para Gandhi quem não sabe conviver também nunca saberá qual é a sua própria filosofia da vida. Contou-me várias vezes a história de um colega, brilhante nos estudos, sempre com as notas mais altas. Passou em tudo com distinção, arranjou logo um bom emprego. Só que nunca achou tempo para aprender a viver. Não soube conviver com sua mulher, nem com seus filhos, nem com ninguém. Acabou amargurado e na miséria. Saber viver e conviver - dizia ele - é o que mais se precisa aprender".

"Punctum saliens" compreender que só saberemos quem somos se tivermos sido amados. Envolver a análise da dimensão profunda dos nossos desejos. Tudo é tão essencial, que se torna impossível, perigoso e até inconveniente dizer onde está o principal horizonte indicado. A proposta iluminada é, sem dúvida, educar para a esperança.

4. DIGESTO
4.1. Resumo das principais idéias expressas na obra.

Ao abordar a sensibilidade solidária, os autores destacam a questão da dignidade humana. "Um dos propósitos desse rápido flash de memória histórica foi criar uma entrada ou um preâmbulo para o desafio maior, isto é, a dificuldade de fazer vale hoje, no plano social e em amplitude universal, o reconhecimento pleno da dignidade universal de todos os seres humanos".

Atinge-se, nesse exame de projeto de vida, a solidariedade na organização da sociedade. O que é uma sociedade justa e solidária? Ela somente poderá ser diagnosticada se vista associada a uma economia solidária, a uma rede de colaboração solidária.

Educar para a esperança solidária só se viabiliza quando se encontram razões para falar abertamente da sensibilidade social. E pode-se, nesse campo de idéias, indicarem-se os pressupostos fundamentais da educa-ção:
. que a humanidade seja obreira da felicidade
. que seja positiva a imagem do homem que vai ser formado
. que a pessoa humana seja perfectível
. que a pessoa humana esteja capacitada para a liberdade
. que a educação não seja "conversa fiada"
. que a finalidade da educação seja fundamentada
. que as estruturas escolares sejam adequadas
. que os conteúdos escolares sejam cientificamente determinados
. que a avaliação escolar seja objetiva
. que quem ensina seja capaz de ensinar
. que quem ensina tenha vontade de ensinar
. que a mensagem coletiva atinja o aluno-indivíduo
. que a motivação do aluno seja real
. que a competência adquirida se tornará aptidão
. que a comunicação interindividual seja possível e válida
. que a educação não seja manipulação
. que a virtude possa ser ensinada

5. QUADRO DE REFERÊNCIA DO RESENHISTA.
5.1. A excelência de um texto científico e humano

Se o trabalho científico, dentro da iniciativa de pesquisa, tem por fundamento produzir o novo, nesta obra de Hugo Assmann e Jung Mo Sung atingiu-se o ponto culminante.

É um texto, a um só tempo, de profundidade científica e de avançada sensibilidade humana. Obra prima, sem dúvida.


6. INDICAÇÕES DO RESENHISTA
6.1. A quem interessa a obra:

À sociedade humana, como um todo. Em particular, a dirigentes de universidades e, principalmente, a professores universitários.
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FONTE DE ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA:

"Metodologia do Trabalho Científico" - LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. - 4a ed., revista e ampliada, ATLAS, São Paulo.
""Fundamentos de Metodologia Científica" - LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. - 4a ed., revista e ampliada, ATLAS, São Paulo.

 

 

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