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Trabalho
de aproveitamento da disciplina Metodologia do Ensino Superior, como
requisito parcial, do processo de avaliação solicitado
pelos Professores Doutores: Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro
e Fernando Antônio Leite de Oliveira, docentes - orientadores,
vinculados à área de Concentração - Componentes
psicoeducacionais na prevenção e solução
de conflitos -Programa de Pós-Graduação Strito-sensu
em Direito - da Fundação Educacional de Ituiutaba -
Campus da Universidade do Estado de Minas Gerais.
UEMG - CAMPUS FUNDACIONAL DE ITUIUTABA FEIT/ISEPI
ITUIUTABA - MG
2002
1. PRELIMINAR:
"O problema não é inventar. É ser inventado
hora após hora e nunca ficar pronta nossa edição
convincente."
As palavras de Drummond, revelam o ser humano em sua singularidade;
a capacidade de mudar, de construir a história.
Sua existência, torna-se sua obsessão, somos seres em
busca, que não nos contentamos somente como o que podemos ver,
queremos a transcendência.
Assim penso minha carreira profissional, reflexo dessa busca incessante
de respostas para as questões que o tempo presente impõe.
No campo profissional, minhas escolhas são constantemente alvo
de considerações, pois diante do olhar do outro, o que
faço parece chegar a uma encruzilhada, um trevo com várias
saídas, muitos caminhos, tem-se a sensação de
que não sei para onde me dirigir; no que me toca, prefiro pensar
que muitos não se deram conta de que meu olhar é multidisciplinar.
Embora esta a imagem tenha sido construída, ela não
revela toda realidade. Relembrando Platão, sabemos que nossos
sentidos as vezes nos enganam, assim é bom duvidar daquilo
que se conhece superficialmente.
Considerando isto, gostaria que minha carreira profissional fosse
vista além da superficialidade, pois o que somos profissionalmente
reflete o que buscamos incansavelmente em determinados momentos, pretendemos
dar respostas ao projeto de vida que queremos viver.
Sendo assim, não posso me deixar ver como profissional sem
história.
Minha busca vai além dos muros da universidade, pois quem educa,
vê o mundo que se desnuda com seus diferentes matizes, dia a
dia, diante do olhar.
Para explicar o que tento relatar, creio ser de bom alvitre um breve
retrospecto.
Nasci na cidade de Ituiutaba, pontal do Triângulo Mineiro, terra
formosa, muito tradicionalista, imersa num universo rural.
Fui educada à melhor moda mineira, tendo um lar estruturado,
uma vida feliz. Com crescimento natural, senti pulsar um forte desejo
de me entregar ao trabalho, que desse frutos, e que me tornasse uma
pessoa melhor.
Assim, o marco inaugural de minhas atividades profissionais, docentes
se dava no final da década de 80, em meio a grandes possibilidades
da Nova República, alicerçada no sonho democrático
e da cidadania emergente.
O Brasil da abertura era um país que tentava se reencontrar,
se reconciliar com seu povo, apesar da pesada herança legada
pelos anos de ditadura.
O primeiro sentimento que ficava nítido, é de que os
jovens pareciam não ter a mesma politização de
décadas anteriores, estavam extasiados, a liberdade de expressão,
nota daquele momento, fez do país palco de novas reivindicações,
músicas denunciavam um Estado arauto da liberdade, mas que
guardava grandes desigualdades.
O caminho da universidade se mostrava, era momento de escolher.
Assim me tornei educadora, com fé no futuro, com crença
nos homens pois, como nas palavras do filósofo Antonio Gramsci,
as indagações sobre o homem marcam nossa reflexão
sobre nós mesmos e sobre os outros, sobre o que queremos saber,
e em relação ao que pensamos, ao que vimos e vivemos.
Considerando que o diálogo sempre foi algo muito forte em minha
formação; fui impulsionada a acreditar que "tudo
vale a pena, se alma não é pequena"; que querer
é poder.
Como todo jovem, queria tudo; como se o tempo não fosse suficiente,
para viver o que idealizara.
A crença de que podia me tornar o que quisesse, sendo eu mesma
minha escultora, construindo dia a dia a vida, dariam os rumos do
destino.
2. FORMAÇÃO ACADÊMICA:
No
final dos anos 80 ingressei no curso de Estudos Sociais, da Fundação
Educacional de Ituiutaba / ISEPI, assim meio sem convicção
de aquele seria o curso que queria. Uma coisa tinha certeza, minhas
opções eram limitadas, pois nunca tive o desejo de mudar
da minha terra natal, e dentre os cursos que eram oferecidos nesta
cidade, este era o que mais me interessava.
Iniciei o ano letivo e tranquei a matrícula, só retornando
no ano seguinte.
Licenciei-me em Estudos Sociais, no ano de 1990.
No ano de 1991, conclui a licenciatura plena em História.
Findo o curso, senti que era importante para um bom desempenho profissional,
que fizesse uma especialização, me adequaria às
novas exigências do mercado, e também ampliaria horizontes,
era a possibilidade de alçar vôos mais altos.
Ingressei na especialização lato sensu em História
do Brasil, na Pontifícia Universidade Católica de Minas
Gerais, programa PREPES, em Belo Horizonte.
Dediquei-me ao estudo nesta área, pois tinha muitas deficiências
no que tange a este conteúdo, também por ouvir experiências
de professores que estavam convictos de que a faculdade necessitaria
de profissionais que tivessem este conhecimento, estava encantada
com a possibilidade de poder lecionar na mesma instituição,
onde havia me formado.
A turma da pós-graduação se mostrava muito heterogênea.
Era a mais nova, a que tinha menos experiência, e o fato de
ter de me relacionar com esta nova realidade me fez amadurecer, foi
um longo caminho, de muita angústia; tive de me desdobrar,
estudar com muito afinco, me dedicar, para não parecer tão
assustada diante de meus novos amigos.
A experiência foi maravilhosa e me despertou para pesquisa.
Era a oportunidade de aprender um pouco mais como os professores que
eram os autores dos livros que estudara na graduação.
Deliciava-me com as aulas do Dr. Ilmar Rholoff de Mattos. O período
imperial, parecia compreensível apesar de toda sua controvérsia,
ele nos fazia pensar, tirar conclusões, era paciente, acreditava
no ensino como meio de recuperar o homem.
Dra. Heloísa Starling, conseguiu que me apaixonasse pelo período
de 1964, por suas implicações sociais, econômicas,
políticas e culturais.
A doce professora Lucília Neves, enxergou minha vocação
para pesquisa, mostrou-me que tinha potencial para me lançar
num projeto de mestrado. O trabalho, marco desta conquista, versava
sobre os impactos do golpe político militar de 1964, na sociedade
ituiutaba.
Este trabalho abriu as portas para utilizar largamente os instrumentos
de pesquisa, de campo e bibliográfica.
O ato de pesquisar, é ato de busca, a investigação
é empolgante, neste momento sentia que me aproximava da história,
de seu objeto, respondia as questões do presente, me lançando
no passado, erguendo uma ponte entre eles.
Outros professores tornaram mais rico este aprendizado, Dr. José
Raimundo Lisboa, Dra. Luzia Pereira, que se dedicavam as questões
pedagógicas, Dr. Jonhy Mafra, Metodologia do Ensino Superior,
Dr. Edgar De Decca, Brasil do anos 30, Dr. Ronaldo Vainfas, cotidiano
na colônia, Dr. José Murilo de Carvalho, que de forma
brilhante deixava aflorar o imaginário da República.
Conclui o curso, me sentia fortalecida, conseguira ultrapassar limites.
Surgiu então a oportunidade de me dedicar a outro projeto,
uma pós-graduação lato sensu, Curso Gestão
da Memória: Arquivo, Patrimônio e Museu, oferecido pela
Escola Guignard, um dos campi da UEMG, em Belo Horizonte.
Era um curso pioneiro, e se destinava a habilitar profissionais para
lidar com gestão de documentos, acervos museológicos,
conservação e preservação de documentos
em papel, ainda teríamos uma disciplina especial, oferecida
a título de aperfeiçoamento, História de Minas,
visando preparar um profissional que pudesse trabalhar este conteúdo,
que estaria sendo implantado nos cursos de História dos Campi
da UEMG.
A especialização durou dois anos, e foi maravilhosa,
ela me despertou para novas possibilidades de trabalho, que ampliariam
o horizonte de atuação do historiador, apontando novos
caminhos na formação do profissional desejável,
deveria ter visão interdisciplinar para atender as novas demandas
sociais.
Muitas disciplinas eram diferentes e exigiam um conhecimento prévio,
mais uma vez, tentava acompanhar meus colegas, porém a experiência
foi diferente. Nossa turma abrigava profissionais de diferentes áreas,
museólogos, bibliotecônomos, historiadores, fotógrafos,
decoradores, e isto dava a tônica da especialização,
a troca de vivências, o contato com outras linguagens, foi fundamental
para que percebesse que a visão interdisciplinar era primordial
para minha formação como ser humano e como profissional.
Neste período, foi muito marcante o contato com a Dra. Júnia
Ferreira Furtado, que lidava com pesquisas voltadas para época
da mineração em Minas Gerais, utilizando-se de fontes
primárias, ela compartilhou sua experiência com este
tipo de documento e despertou-me para o fato de que as pesquisas históricas
se dirigiam a novas tendências.
O prof. Dr. Moacir Laterza, filósofo, amante da vida e da beleza,
ensinou-me ver além daquilo que comumente se acredita possível.
As discussões surgidas neste período, me fizeram ficar
incomodada com a memória, e a história de Ituiutaba,
sentia que minha paixão por ela se tornava mais forte, conseguia
ver beleza e poesia em todos os cantos.
Devido ao caráter das pesquisas que fazíamos, comecei
a desenvolver novas habilidades, aperfeiçoei minhas concepções
estéticas, recuperei o olhar sobre a cidade.
Transformei a leitura de casa, vendo-a como aquele refúgio
para onde voltamos toda vez que nos sentimos desprotegidos, minha
relação com local em que vivia tornou-se mais intensa,
passei a me interessar, por aquilo que aos poucos deixava de existir.
No sentido literal, era tombado pelo descaso e pela incompreensão
do poder público, pela falta de ação cidadã,
de um povo que ainda não tinha despertado a consciência
de que é preciso conservar o que é seu.
Neste curso apresentei uma monografia, em que discutia, o ecletismo
em Ituiutaba, me envolvi com uma série de áreas do conhecimento
até então desconhecidas totalmente para mim.
Com auxílio de minha irmã, engendrei-me no mundo da
arquitetura, a fim de conhecer esta linguagem, exigência do
trabalho. Fotografei lugares, naquele momento ressignificados, descobri
parte da história remota de nossa cidade, bem como enfrentei
as dificuldades para pesquisa, num local em que não se tem
um arquivo público, centro de memória, museu, que carece
de estudos sobre sua história e suas manifestações
culturais.
No ano de 1999, ingressei no curso de Direito da FEIT/ISEPI - Campus
Fundacional da UEMG, muito incentivada por meu pai e meu marido, e
mais tarde muito auxiliada por meu irmão nas questões
jurídicas.
Precisei de lutar com meus demônios para empreender esta caminhada.
Colocar minha cabeça a prêmio, fazendo vestibular sem
estudar muito; em uma instituição em que era conhecida
por ser professoras; foi um desafio. A sensação de que
talvez pudesse fracassar era terrível, e depois deste momento
outros viriam.
Me adaptar a uma turma de adolescentes, para quem o mundo tinha o
mesmo sentido que tinha para mim nos primeiros anos de faculdade,
ser professora e aluna ao mesmo tempo, ficar sentada durante horas
assistindo aulas.
O fato de experienciar docência e discencia ao mesmo tempo,
foi enriquecedor, pude sentir porque os alunos se inquietam ou se
desinteressam., reavaliei minha prática, passei a pensar criticamente
sobre meu fazer tentando corrigir algumas falhas, e evitando fazer
coisas que como aluna desaprovava em meus professores.
Este fato me tornou mais madura em relação a construção
do saber no processo de ensino aprendizagem.
A opção pelo curso de Direito, nasceu num momento em
que sentia que precisava ter segurança profissional e pessoal,
uma só graduação não bastaria para isto,
num mundo em que tudo muda com a velocidade do som, em que as informações
vem numa espantosa profusão, as contradições
sociais aumentam de forma pavorosa, considerei minha formação
humanística, adquirida no curso de História, e vi a
possibilidade de repensar a problemática social.
Direito era um caminho, diante da impotência frente a determinadas
situações do dia-a-dia.
Aos poucos pude perceber que o discurso jurídico se distanciava
da prática, se o Direito é um instrumento que se presta
a promover a paz social, não deveríamos viver sob a
égide do positivismo jurídico, das contradições
da lei e do império do crime.
Assim ingressei no Mestrado em Direito, da Fundação
Educacional de Ituiutaba - Campus UEMG, com linhas de pesquisa em
mediação social e efetividade do processo.
Meu objetivo era o discurso combativo, ver o Direito de forma crítica,
pois a norma tem a pretensão de reger o comportamento social,
trazendo igualdade, e isto não se verifica, portanto é
preciso voltar os olhos para o Direito visto sob sua substância.
Alimento a crença num Direito que progride quando o jurista
abandona o espírito de servo do Estado vigente, colocando-se
a serviço das forças progressistas, se integra ao povo,
participa de sua prática, repensa e recria o Direito a partir
das experiências do povo.
Esta posição leva nos a pensar em dois momentos: definir
o que se entende como domínio da ciência, e limite do
Direito.
Tomadas ao pé da letra, as exigências do saber científico,
esvaziam o conhecimento jurídico, que não atenderá
ao rigor da ciência.
Não obstante é inegável a importância do
Direito na vida do povo, como decorrência do peso de sua influência
dentro da organização social.
Neste quadro se avulta o papel do jurista que se dedica a este saber.
Teríamos advogados a serviço das maiorias marginalizadas,
pensadores do Direito procurando interpretar a dramaticidade de miséria
do povo, em cotejo com as categorias científicas do saber jurídico,
juizes preocupados em ouvir o clamor de justiça.
Estes movimentos nos levariam a entender o que se batizou de "Direito
Alternativo" que é a síntese de diversas vertentes
de pensamento, que luta por uma nova prática do Direito, que
o torna instrumento de convivência e justiça.
Num país de Terceiro Mundo como o Brasil, onde o Direito positivo
está perpassado pela ideologia capitalista, e a lei tem lacunas,
o jurista progressista explorará estas contradições
do ordenamento jurídico, integrando-se a história.
3. REFLEXÕES PEDAGÓGICAS:
"E
o que é o professor, na ordem das coisas?
Que tem o ensino a ver com o poder?
Como podem as palavras se comparar com as armas?
Por acaso a linguagem já destruiu e já construiu mundos?
(Rubem Alves)
No final dos anos 80 iniciei minha carreira docente, muito do que
sou profissionalmente, tem intima ligação com estas
questões suscitadas pelo professor e filósofo Rubem
Alves.
Sinto que o destino do educador se prende a essas perguntas.
A linguagem é nossa arma, é o principal produto da cultura,
e o instrumento para sua transmissão; é indispensável
a uma prática de ensino, apoiar-se nos conhecimentos acerca
das relações entre linguagem, sociedade e escola, mostrando-se
realmente eficaz e comprometida com a luta contra as desigualdades
sociais.
Quem dá vida à escola são sujeitos socioculturais,
que possuem heranças étnico-culturais, se diferenciam
quanto a idade, classe social.
Estes sujeitos levam para a sala de aula suas crenças, seus
valores, suas histórias de vida, e sua maneira de ver o mundo,
assim a escola não deve ser vista apenas com sua finalidade
formadora, mas como um espaço de encontro de diferentes linguagens,
um espaço de interação de agentes.
O espaço escolar é o palco da relação
entre pessoas, cultura e cotidiano, devendo romper a cada dia com
a lógica transmissiva, que insiste em vê-lo apenas como
lugar de instrução, de reprodução de dogmas
e estigmas.
Formar o ser humano é deixar aflorar nele todas as sensações,
dando-lhe a oportunidade de desenvolver seu conjunto de potencialidades,
deixando-o fazer sua leitura de mundo.
O ser humano não se constitui apenas como ser cognitivo, é
corpo, linguagem, emoção, prazer...
O processo ensino-aprendizagem deve privilegiar a aquisição
de um saber vinculado a realidade social.
As estratégias educacionais devem possibilitar o intercâmbio
entre a experiência do aluno, com o saber produzido pela sociedade,
e favorecer o desenvolvimento da capacidade de superar este saber.
Neste contexto, a apropriação do conhecimento disponível,
requer uma atitude positiva, construtiva, criativa e crítica
por parte do educador e do educando.
Estamos falando em produção de conhecimento, em construir
o saber a partir da relação entre sujeito e a pluralidade
da realidade.
É um momento muito particular, onde a escola, repensa sua ação,
sua organização e suas concepções; pois,
o dinamismo da realidade não comporta mais uma educação
fechada, autoritária, discriminatória e excludente,
apesar de alguns optarem por uma prática pedagógica
ultrapassada, por acharem mais fácil e conveniente trabalhar
com homogeneidade.
A identidade do professor está sendo reconstruída, sua
nova postura é fundamental. O entendimento de que a escola
é perpassada por diferentes realidades, possibilita ver que
mundo escolar é muito mais plural do que se imagina.
Repensar a prática pedagógica, reconhecer a diversidade
cultural na instituição escolar, construir sua identidade
como educador é um grande passo para resgatar a sala de aula
como espaço público.
A nova prática pedagógica se baseia no diálogo
constante entre a realidade vivida e a realidade passada, abolindo
os conhecimentos prontos e acabados; viabilizando a reflexão,
o debate, o questionamento da realidade, facilitando a compreensão
e interpretação dos fatos.
A prática educativa vislumbra a formação do homem
que pensa, analisa e encontra solução para seus problemas,
que faz uma leitura mundo própria, que sabe ocupar seu espaço
social, que desfruta seus direitos e sabe quais são seus deveres,
que despreza práticas discriminatórias e preconceituosas.
Sendo, assim, a escola deve ser ambiente de superação
do preconceito e da exclusão, eliminando do cotidiano escolar,
práticas segregacionistas.
Essa questão nos provoca no campo da cidadania, da história
e do direito, pois, sobre tudo o que vivemos, e sentimos, devemos
a um processo histórico.
A produção historiográfica atual tem procurado
analisar seu objeto de maneira mais abrangente, problematizando o
social, tentando garantir, ao mesmo tempo, a recuperação
e a apresentação da História enquanto processo.
O ensino de História vem promover, o debate, a discussão,
com a preocupação central de fazer com que o educando
compreenda a realidade presente, assim como o Direito, que rediscutido,
redimensionado, faria surgir a crença nas instituições
e resignificaria o agir social.
4.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:
As
reflexões pedagógicas, das quais lancei mão explicam
minha prática profissional construída ao longo de 16
modestos anos de trabalho em instituições de ensino.
No final da década de 80 recebi um convite para trabalhar na
Escola Infantil "Raio de Sol", onde atuei por 11 anos, na
educação infantil e nas séries iniciais, conheci
a filosofia construtivista de ensino, e alicercei nela minha prática.
Os anos 90 me reservariam muitas surpresas profissionais, passaria
a compor o quadro de docentes da FEIT/ISEPI, e da ESCCAI.
Na Fundação Educacional de Ituiutaba, atuaria no curso
de História, e na Escola Superior de Ciências Contábeis
e Administrativas de Ituiutaba nos cursos de Administração
de Empresas e Ciências Contábeis.
Como membro do Departamento de Ciências Humanas, promovi excursões
a cidades históricas, com o objetivo de aproximar teoria e
prática, fundei juntamente com a professora Olinda Mendes Borges,
um jornal, denominado "Conquista", que tinha i intento de
incentivar a divulgação de trabalhos realizados por
alunos do curso.
Neste período ainda, trabalhei com atualização
de professores do ensino fundamental, e de 5ª a 8ª séries
nas áreas de história e matemática, o que possibilitou
meu ingresso na Escola Poliana, onde atuei como docente da disciplina
de História (5ª a 8ª séries).
Fiz parte do programa de Cursos Emergenciais da Secretaria de Educação
do Estado de Minas Gerais, em parceria com FEIT/ISEPI - Campus Fundacional
da UEMG, que levava o Ensino Superior a localidades desprovidas de
faculdades, como Paracatu e Araçuaí, que estavam sob
a coordenação do Campus de Ituiutaba.
A universidade cumpria seu papel social, levando ensino de qualidade
a regiões distantes.
Atuei como docente das oficinas de cultura do programa do Fundo de
Amparo ao Trabalhador.
Hoje, continuo trabalhando com Ensino Superior, orientando monografias
de 4 alunos da turma de 4º ano do curso de História, e
prestando serviço ao poder público municipal, num programa
de aperfeiçoamento de professores das séries iniciais
do ensino fundamental, na área de História.
Coordeno o CEMAI, Centro de Memória e Arquivo Institucional,
que é um órgão destinado a coletar, armazenar,
preservar, organizar e divulgar os documentos referentes à
memória da FEIT/ISEPI/ISEDI, visando a recuperação
da história da instituição para servir de subsídio
à sua administração bem como aos programas de
ensino, pesquisa e extensão.
Nosso projeto está dividido em dois subprojetos:
a) Documentação histórica: atas, depoimentos
de pessoas ligadas à escola, coleção de fotografias,
plantas arquitetônicas, cartazes, convites, discursos, programas
de eventos, levantamentos de notícias publicadas na imprensa
local, documentos de cursos e relatórios.
b) Divulgação: Lançamento de publicações;
exposição de documentos históricos.
Que pretende ao longo de suas atividades gerar os seguintes produtos:
· Coleção de atas;
· Índices por assunto;
· Arquivos de documentos; coleção de CD-ROM;
· Coleção de fitas e transcrição
de depoimentos de pessoas ligadas à escola;
· Coleção de plantas arquitetônicas, fotografias,
cartazes, discursos;
· Índices para recuperação da informação
contida nesse material;
· Arquivo de recortes sobre notícias sobre a instituição;
· Esboço da história da escola bem como de seus
eventos.
O projeto "Memória da FEIT/ISEPI" visa organizar
o acervo documental da instituição, no intuito de preservar
sua memória, criando novas oportunidades de pesquisa.
Atuando na recuperação e aglutinação de
documentos como: fotografias, vídeos, publicações
e outros, em um só centro, facilitando o acesso e manuseio
do acervo, que hoje se encontra diluído pelos diversos departamentos
da instituição, sem catalogação e conservação
adequada.
Este trabalho oportunizará uma relação mais estreita
entre alunos, professores e comunidade, uma vez que todos terão
acesso facilitado a todas atividades realizadas na instituição,
através da pesquisa em arquivos preparados para atender a este
fim.
Finalmente, atuo como orientadora num projeto de pesquisa desenvolvido
em parceria entre o curso de Direito e Agronomia, sob a coordenação
dos professores Drs. Sérgio Jerônimo de Andrade e Orlando
Aragão Neto.
Também sou estagiária no Núcleo de Prática
Jurídica, onde realizo atendimentos, em sua maioria, a clientes
com problemas na área de família.
5. BIBLIOGRAFIA:
1.
CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática,
1995.
2. CITRON, S. Ensinar a história hoje: a memória perdida
e reencontrada. Lisboa: Livros Horizontes, 1990.
3. FERRAZ, JR, T. S. Introdução ao estudo do Direito;
técnica, decisão, dominação. São
Paulo: Atlas, 1994.
4. FONSECA, S.G. Caminhos da história ensinada. São
Paulo: Papirus, 1995.
5. HERKENHOFF, J.B. Para gostar do direito. 2.ed. São Paulo:
Acadêmica, 1995. 97p.
6. NADER, P. Introdução ao estudo do direito. 17. ed.
Rio de Janeiro: Forense, 1999. 4999p.
7. NUNES, S. Do C. Concepções de mundo no ensino da
história. São Paulo: Papirus, 1996.
8. SILVA, M. (org.) Repensando a História. Rio de Janeiro:
Marco Zero, 1986.
9. SUNG, J. M. e SILVA, J. C. Conversando sobre ética e sociedade.
Petrópolis: Vozes, 1998.
10. SOBRINHO, J. W. F. Metodologia de ensino jurídico e avaliação
em direito. Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris Editor,
1997. 175p.
11. VASCONCELLOS, C. S. Para onde vai o professor? Resgate do professor
como sujeito de transformação. 8 ed. São Paulo:
Liberdad, 2001. 205 p. (Coleção subsídios pedagógicos,
v. 1)
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